Governo prevê salário mínimo de R$ 1.002 em 2019
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Ilustração |
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de
2019, divulgado ontem pelo Ministério do Planejamento, prevê que o salário
mínimo passe dos atuais R$ 954 para R$ 1.002 no próximo ano. Com isso, o
impacto fiscal do aumento do salário mínimo será de cerca de R$ 16,8 bilhões.
O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, explicou que
o impacto do aumento do salário mínimo nas contas do governo é de R$ 350
milhões para R$ 1 de reajuste. A alta representa crescimento de 5% ante o valor
anterior.
Sobre as contas governamentais, a previsão é que haja
manutenção de déficits primários até 2021, com registro de déficits nominais -
após o pagamento de juros da dívida pública - na casa dos R$ 500 bilhões pelos
próximos três anos.
Segundo Colnago, a previsão é de um déficit nominal de R$
490 bilhões no ano que vem, ou 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em 2020, a previsão é de déficit nominal de R$ 510
bilhões, ou 6,3% do PIB. Já em 2021, a estimativa é que o resultado após o
pagamento de juros seja negativo em R$ 522 bilhões, equivalente a 6,03% do PIB.
O PLDO de 2019 também estima que a Dívida Líquida deve
alcançar 58,9% do PIB no próximo ano após encerrar 2018 em 56%. Para 2020, a
dívida líquida deve alcançar 61,8% do PIB, indo até 64,3% do PIB em 2021. “Mas
a dinâmica da dívida com certeza irá melhorar caso reformas sejam aprovadas”,
concluiu.
Já a revisão da projeção de déficit primário para 2020,
de R$ 65 bilhões para R$ 110 bilhões, não é excesso de pessimismo, afirmou
Guardia. Segundo ele, a projeção anterior considerava “várias medidas que não
ocorreram”.
“São metas para o próximo governo. Temos que ter cuidado
para não supor que alguém vá fazer algo que não acabe ocorrendo. Não é excesso
de pessimismo, é apenas critério de trabalho”, disse.
O ministro alertou ainda para as dificuldades expostas
pela necessidade de revisão das projeções de meta fiscal. “Sem reforma da
Previdência, ajuste gradual não é sustentável”, disse
Guardia ainda afirmou que o teto de gastos não será
viável ao longo dos próximos dez anos caso a reforma da Previdência não seja
aprovada. Ele lembrou que o teto reduz em 0,5% do PIB os gastos a cada ano, mas
o peso das despesas do INSS abocanham o orçamento. “Mas, com a aprovação de
reformas e a continuidade do programa de concessões, o cenário a partir de 2021
é de equilíbrio nas contas. O equilíbrio fiscal de 2022 e 2023 depende da
evolução do PIB”, diz.
Fonte:
Agência Estado
Tags:
Economia
