Juíza nega visita de Dilma, Ciro Gomes e deputados a Lula na prisão
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Estadão Conteúdo |
A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou
hoje (23) um pedido da ex-presidente Dilma Rousseff e de uma comissão de
deputados para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se
encontra preso desde o último dia 7 na Superintendência da Polícia na capital
paranaense.
Foram igualmente negados pedidos feitos pelo pré-candidato à Presidência
da República Ciro Gomes, pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR),
pelo vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT-SP), entre outros.
A comissão de deputados pretendia fiscalizar in loco as condições de
encarceramento do ex-presidente. “Em data de 17/04/2018 já foi realizada
diligência pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do
Senado Federal. Não há justo motivo ou necessidade de renovação de medida
semelhante”, escreveu a juíza, responsável por supervisionar a execução penal
de Lula, sobre o pedido da comissão de deputados.
A juíza destacou que apenas parentes e advogados estão autorizados a
visitar presos custodiados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba,
medida adotada diante da “limitação de cunho geral relativa a visitas na
carceragem”, uma vez que os presos se encontram no mesmo edifício onde se
realizam outras atividades corriqueiras da PF, inclusive com atendimento ao
público.
A magistrada ressaltou que a regra vale para todos os presos no local.
“O alargamento das possibilidades de visitas a um detento, ante as necessidades
logísticas demandadas, poderia prejudicar as medidas necessárias à garantia do
direito de visitação dos demais”, escreveu.
A respeito das solicitações visita a Lula, o Ministério Público Federal
(MPF) disse não ver obstáculo para que sejam concedidas, desde que observados
dias e horários pré-estabelecidos.
Carolina Moura Lebbos já negou antes visitas a Lula que haviam sido
solicitadas pelo escritor argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz
em 1980, e do teólogo Leonardo Boff.
Fonte: Agência Brasil
Tags:
Política
