Sociedades médicas divulgam orientações sobre vacinação contra a febre amarela
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil |
Quatro entidades médicas divulgaram uma nota técnica para
esclarecer alguns pontos sobre a vacinação contra a febre amarela. O objetivo é
dar segurança aos médicos e outros profissionais da saúde envolvidos na
orientação da população brasileira para aumentar a adesão à vacinação contra a
febre amarela.
Os documentos
são assinados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade
Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Sociedade Brasileira de Infectologia
(SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A nota técnica inclui um
protocolo inédito para orientar os profissionais que atuam na triagem sobre
quem pode ou não ser vacinado.
O guia contém
perguntas sobre o uso de medicamentos, presença de determinadas enfermidades e
histórico de alergia grave ao ovo ou a algum dos componentes da vacina. Entre
os grupos que não devem ser vacinados estão crianças menores de 6 meses de
idade, pacientes com reação de hipersensibilidade grave a algum componente da
vacina, pacientes em uso de medicamentos biológicos em geral, pacientes em uso
de medicamentos imunossupressores e pessoas com história de doença do timo.
Já para os
chamados grupos de precaução, a recomendação da vacina de febre amarela precisa
ser analisada previamente pelo médico ou profissional da saúde. “Isto acontece
naquelas situações em que a contraindicação não deve ser generalizada para
todos, mas merece cuidado na avaliação dos riscos (possibilidade de se infectar
versus possibilidade de evento adverso grave e os benefícios para seu paciente
quando o risco de se infectar é maior que o risco de evento adverso grave)”,
informa o documento.
São considerados grupos de precaução: pessoa com doenças
imunossupressoras ou em tratamento com medicamentos imunossupressores,
gestantes, pessoas maiores de 60 anos de idade, mulheres amamentando lactentes
com menos de 6 meses de idade, pessoas que vivem com HIV/Aids e pessoas com
doenças autoimunes, como lúpus, doença de Addison e artrite reumatoide.
Segundo o
Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 1.127 casos e 331 óbitos entre 1º julho
de 2017 a 10 de abril deste ano. Os estados do Rio de Janeiro, Bahia e São
Paulo estão com a cobertura abaixo da meta, que é de 95%, e 10 milhões de
pessoas ainda precisam se vacinar contra febre amarela.
Fonte:
Agência Brasil
Tags:
Saúde
