35% dos cearenses usam a internet para autodiagnostico; entenda
Mumbai
Ahmedabad
É comum para muitos cearenses tirar da bolsa ou pedir aos
amigos medicamentos para tratar simples dores no corpo. A automedicação é algo
não recomendando por diversos profissionais e até mesmo pelo Ministério da
Saúde. Em 2018, um novo desafio se apresenta na Medicina: a internet. Uma
pesquisa do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), aponta que 52%
dos cearenses têm abandonado os consultórios e dispensado a opinião do médico
em tratamentos de saúde com remédios. Em contrapartida, 35% têm como hábito se
autodiagnosticar em sites de buscas, como o Google, e por consequência se
automedicar. No Brasil, esse índice é de 40,9%.
O estudo foi realizado em junho deste ano, com homens e
mulheres, com idade a partir dos 16 anos. As entrevistas ocorreram de forma
pessoal e individual, com 2.090 pessoas de todas as regiões do País, em 120
municípios. As análises de campo aconteceram em maio deste ano, com cotas
controladas de acordo com Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) em aspectos como gênero e idade. A margem de erro máxima
para a amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um
nível de confiança de 95%.
Da região Nordeste, a pesquisa entrevistou 556 pessoas.
Do total dos entrevistados, o estudo apontou que 64,38% não costumam realizar
buscas em sites para se informar sobre sintomas de saúde simples, enquanto
35,62% afirmaram que utilizam a internet para se medicar.
O Instituto também questionou os meios de informação que
os pacientes levam em consideração na hora de se medicar. Os pesquisadores
contabilizaram que 47,57% informaram que levam em conta a opinião de médicos na
hora de tomar remédios e 11,95% indicações da família. O profissional de
farmácia aparece em terceiro lugar com 13,33% dos entrevistados.
Diferente do que pensavam os pesquisadores, a avaliação
nacional, destacou que quem mais realiza o autodiagnóstico pela internet são
pessoas com alto poder aquisitivo é com bom nível de escolaridade, diz Marcus
Vinícius, diretor de pesquisa do ICTQ. “Entre as capitais, os índices são
similares, como em Fortaleza e Recife. Existe um comportamento próximo de
consumo na região Nordeste. A diferença maior é entre pessoas que moram na
Capital e Região Metropolitana. Você percebe que existe 10 pontos percentuais
de diferença. As pessoas que estão nos grandes centros têm mais acesso às informações,
o que facilita o contato com os medicamentos”.
Quanto maior o grau de instrução, maior é o índice de
pessoas com o hábito de se autodiagnosticar pela internet. Chega a 63,84% entre
os brasileiros de nível superior contra 20,21% dos brasileiros que apresentam o
nível fundamental.
Diário
do Nordeste
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