Presidente do STJ nega 143 habeas corpus padronizados a favor de Lula
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Leonardo Benassato / Reuters |
A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
Laurita Vaz, negou 143 habeas corpus "padronizados" apresentados a
favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o episódio no
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
No último domingo, o presidente do TRF-4 cassou um habeas
corpus concedido a Lula pelo desembargador Rogério Favreto. A decisão ocorreu
depois de mais de 10 horas de impasse, marcadas por conflitos entre o juiz
Sergio Moro, Favreto e o desembargador relator da Lava Jato no TRF-4, João
Pedro Gebran Neto.
"O Poder Judiciário não pode ser utilizado como
balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou
ideológico-partidárias. Não é essa sua missão constitucional", afirma a
presidente da Suprema Corte sobre os pedidos de liberdade que chegaram padronizados
ao STJ com o subtítulo 'Ato Popular 9 de julho de 2018 - Em defesa das
garantias constitucionais'.
Na decisão, Laurita afirma que qualquer cidadão tem
direito de pedir aos poderes públicos "defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder", contudo, "não é a consagrada
ação" de habeas corpus a via para "manejar atos populares".
"Essa petição padronizada de habeas corpus foi
entregue no protocolo do Superior Tribunal de Justiça, durante o apertado
período de plantão da Presidência, com outras 142, em meio físico, ocupando
vários servidores e movimentando diversos órgãos do tribunal, sobrecarregando a
rotina de trabalho, já suficientemente pesada", assinala a presidente do
STJ. Na decisão, Laurita ainda destaca que a determinação de cumprimento
provisório da pena de Lula já foi discutida pelo STJ e pelo Supremo Tribunal
Federal (STF).
Ontem, a ministra deu uma resposta a confusão jurídica
instaurada dentro do TRF-4 e decidiu que Favreto, que concedeu um pedido de
liberdade a Lula, não é competente para julgar o caso do ex-presidente, e não
poderia ter concedido um habeas corpus ao petista.
No despacho, Laurita critica o imbróglio jurídico gerado
pela atuação de Favreto durante o plantão, chamando a situação de "tumulto
processual sem precedentes na história do direito brasileiro".
Fonte:
Agência Estado
Tags:
Política
