Foto: André Costa
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio
do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) e da Promotoria de Justiça de
Corregedoria de Presídios e Penas Alternativas, expediu uma recomendação
conjunta à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) para
que determine aos diretores de unidades prisionais a realização de vistorias
extraordinárias para retirar materiais ilícitos das vivências e selas dos
presídios, como celulares, drogas, armas, dentre outros.
Os promotores de Justiça Humberto Ibiapina, Nelson
Gesteira e Gomes Câmara argumentam que a ação é necessária, principalmente,
para dificultar a comunicação das facções criminosas dentro das unidades, com a
retirada dos aparelhos celulares. “Considerando que as chefias das facções
criminosas encontram-se recolhidas em diversas unidades penitenciárias do
Estado, e que ações destas organizações permanecem sendo coordenadas de dentro
das unidades através de aparelhos de telefonia móvel, a realização de
constantes vistorias demonstrou ser um eficiente método de retirada destes
ilícitos”, consta no documento.
O Ministério Público aponta ainda a presença frequente de
substâncias tóxicas entorpecentes no interior das unidades penitenciárias,
configurando uma prática delitiva de tráfico de drogas que contribui como
instrumento das organizações criminosas para “manter o controle da unidade e
arrecadar finanças”. Foi recomendado, ainda, que os materiais ilícitos
eventualmente capturados sejam encaminhados para a Polícia Civil, no caso de substâncias
entorpecentes e drogas, e os celulares para a Coordenadoria de Inteligência da
Sejus para fins de catalogação e, posteriormente, ao Nuinc para extração e
análise de dados.
*MPCE
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