Foto: Adriano Machado/Reuters
Apontando a falta de apoio de Ciro Gomes (PDT) como um dos
motivos da derrota de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial, aliados do
petista dizem que o pedetista foi “egocêntrico” e só pensou em uma eleição em
2022.
“A postura dele foi insuficiente e ajudou a chegar no
resultado que chegamos”, disse o deputado estadual eleito Emídio de Souza
(PT-SP), um dos coordenadores da campanha do PT ao Planalto. “Ele fez isso
porque quer liderar a oposição no Brasil e porque quer ser candidato a
presidente em 2022. Acho que o Ciro colocou o interesse pessoal, particular e
político, que é legítimo, na frente dos interesses do País.”
Emídio de Souza disse ainda que hoje Haddad “é o brasileiro
mais credenciado para liderar a oposição no Brasil”.
Para outro aliado, o ex-deputado Márcio Macedo, Ciro pensou
apenas em si mesmo. “Acho que o Ciro perdeu a oportunidade de se consolidar
como uma liderança política desse campo de esquerda democrático. Foi
egocêntrico e pensou em 2022”, afirmou.
Fonte: Estadão Conteúdo
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