A síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa e
ocorre mais frequentemente em crianças com menos de cinco anos. A transmissão
pode acontecer através da tosse, espirros e saliva e do contato direto com
bolhas que tenham estourado. “Mãos sem higiene adequada possibilitam a
transmissão entre crianças”, ressalta Robério Leite, infecto pediatra do
Hospital São José, unidade do Governo do Ceará, referência no atendimento de
pacientes com doenças infecciosas graves. De acordo com o médico, o vírus é
eliminado nas fezes, por isso a higienização é importante para evitar o
contágio.
A secretária Andréia Barbosa lembra do sufoco
quando os sintomas começaram a aparecer no filho de apenas nove meses. “Meu
filho apresentou febre de 38,5 e vomitou na creche, detectamos apenas uns três
carocinhos perto da boca. Quando entardeceu, fui banhá-lo e repentinamente
criaram bolhas praticamente no corpo inteiro, só que as dos braços e pernas
muito inflamadas. Ele estava muito enjoadinho e se esfregava na gente no
intuito de coçar. Apresentou também dificuldade ao engolir, pois haviam muitas
bolhas na boca. Fiquei desesperada”, afirma Andréia.
No início, a doença pode ser confundida com outras
infecções virais, como a catapora. Por isso, os pais devem ficar atentos se a
criança apresentar febre acima dos 38º C, dor de garganta, dificuldade para
engolir, muita salivação, vômito, diarreia, falta de apetite, dor de cabeça e
levar à unidade de saúde. Geralmente, só após dois dias do surgimento dos
primeiros sintomas, aparecem aftas dolorosas na boca e bolhas dolorosas nas
mãos, pés e, em alguns casos, em outras partes do corpo.
Tratamento
De acordo com Robério Leite, como não existe
antiviral específico para esse vírus, o tratamento pode ser feito com
antialérgico para diminuir o prurido e antibióticos se houver infecção das
lesões por bactérias. “Atenção especial para a hidratação, pois se houver
muitas lesões na boca, a criança se recusa a ingerir alimentos e líquidos,
podendo desidratar”, reforça o médico.
O tratamento dura cerca de sete dias e é importante
que a criança não vá a escola ou à creche durante esse período, para não
contaminar outras crianças. Mesmo após a recuperação, o vírus ainda pode ser
transmitido através das fezes durante cerca de quatro semanas.
Diante do aparecimento dos sintomas os pais devem
levar a criança à unidade básica de saúde mais próxima.
Assessoria de Comunicação do Hospital São José
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