Foto: Miguel Martins
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à
Presidência da República no primeiro turno, disse neste domingo, ao votar, em
Fortaleza, que fará oposição a qualquer um dos eleitos neste segundo turno. Em
entrevista, ele reforçou que não pretende mais estar ao lado do Partido dos
Trabalhadores (PT). Para ele, a complexidade do cenário nacional ficou de fora
do debate eleitoral "marcado pelo radicalismo estreito".
"Minha posição é a mesma de antes. Se que quisesse
aderir a alguma das duas forças eu teria feito antes. O Brasil precisa
desesperadamente desarmar essa bomba da confrontação miúda que vem destruíndo a
economia brasileira", afirmou.
"Faz quatro anos que o Brasil não para pra trabalhar,
com a oposição rasteira e destrutiva. Mais de 13 milhões de desempregados, o
empresariado colapsado com endividamento altíssimo, mais de 63 mil homicídios
ao ano e o debate nacional marcado pelo radicalismo estreito e intolerante.
Isso não é bom conselheiro para o futuro do País", completou o pedetista.
Cenário local
Apesar da defesa do afastamento em âmbito nacional, Ciro
deixou claro que no Ceará, a relação do PDT com o governador Camilo Santana e o
PT não mudam. "Tenho orgulho de vê o Camilo crescendo, o governador mais
votado do País. Junto com o Cid, também mais votado. Todos estão na política
para fazer serviço público. Ninguém pode querer ser raiz na política não. O
caudilhismo só leva o País para trás, como estamos vendo agora", disse.
Questionado se seria um recado para Lula, ele reagiu: "é recado para quem
quiser ouvir".
Fonte: Diário do Nordeste
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