Aprovado sistema de previdência para novos servidores do Estado
Mumbai
O Governo do Ceará, encaminhou para a Assembleia
Legislativa três projetos de Leis Complementares que tratam da Previdência do
Estado. O objetivo das propostas que foram aprovadas nesta quinta-feira (8), é
assegurar que nenhum servidor seja prejudicado. Desta forma, não há a retirada
de nenhum direito dos que já atuam no Estado, todos estão preservados em termos
de tempo de contribuição e idade para se aposentar, por exemplo.
Ahmedabad
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| Foto: Marcos Studart |
Antes de as mensagens serem encaminhadas para a Assembleia
foram realizadas reuniões com deputados estaduais e houve, ainda, ampla
negociação entre o Estado, através da Secretaria do Planejamento e Casa Civil,
e o Fórum Unificado dos Servidores do Estado. “Inclusive, como resultado dessas
reuniões, foram feitas emendas às mensagens, todas acordadas”, afirma o
secretário da Casa Civil, Nelson Martins.
O chefe da Casa Civil destaca que com as leis, o Estado
está criando duas fundações, sendo uma delas a Fundação Previdência Social do
Estado do Ceará (Cearaprev), que vai cuidar do sistema de previdência do
Estado, e outra, a Fundação de Previdência Complementar do Estado do Ceará
(CEPrevcom), que por sua vez cuidará da previdência complementar.
Prática
A lei da Previdência Complementar foi criada no ano de
2013, após ser aprovada pela Assembleia Legislativa. “O que estamos fazendo
agora, é criando as duas fundações que vão fazer a gestão dos recursos
previdenciários. Tanto na Cearaprev quanto na CEPrevcom, existem os conselhos que
vão fazer essa gestão. Em ambas as entidades, os conselhos têm participação
paritária entre representantes do Estado e dos servidores”, assegura o
secretário Nelson Martins.
Na Previdência Complementar, por exemplo, criada pela Lei
Complementar nº 123 de 2013, consta que na CEPrevcom há o conselho
deliberativo, uma diretoria executiva e um conselho fiscal. “Nas três
instâncias há a participação paritária. Portanto, os servidores estão
representados juntamente com o Estado”, explica Nelson Martins.
Direitos assegurados
Em todas as discussões realizadas com representações de
servidores, assim como as que foram feitas com deputados estaduais, afim de
assegurar a lisura da proposta, o secretário da Casa Civil, Nelson Martins
ressaltou que para quem já é servidor estadual nada vai mudar, continuando tudo
como está. Todavia, a mudança servirá, a partir da publicação das novas leis,
para quem entrar no Estado e tiver salário maior do que o teto do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), hoje em R$ 5.531,31.
“Quem ganhar até esse valor, vai receber normalmente pela
previdência do Estado, através da Cearaprev. A contribuição será obrigatória,
sendo descontados 14% de sua remuneração. Acima desse valor, será opcional
complementar, o servidor poderá ou não descontar para a CEPrevcom. Pode fazer
outro tipo de previdência para ele”, aponta o secretário.
Se ele optar por não descontar para a CEPrevcom, Nelson
Martins afirma que o servidor pode fazer outra previdência, como as ofertadas
na iniciativa privada. “O servidor que recebe até os R$ 5.531,31, contribui com
14% e o Estado com 28%. Acima desse valor, contribui com 8,5% e o Estado entra
com outros 8,5%. Não tem sentido o servidor buscar outra previdência
complementar fora a que está sendo oferecida, porque não vai ter a contribuição
do Estado de 8,5%”, explica. “O que o Estado está fazendo é criando as
fundações que vão fazer com que a lei aprovada em 2013 seja colocada em
prática, porque ela já existe”, justifica o secretário Nelson Martins.
Correção
As mudanças buscam corrigir distorções no orçamento
previdenciário. De acordo com a Coordenadoria de Gestão Previdenciária da
Seplag, a insuficiência financeira da previdência estadual chegou a R$ 1,552
bilhão em 2017.
“De agora em diante, os novos servidores que quiserem
usufruir de aposentaria com salário acima do teto do INSS terão que pagar a
previdência complementar”, afirma o secretário do Planejamento e Gestão, Maia
Júnior.
Governo do Estado o Ceará
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