Por Henrique Macêdo – Redação Aurora Notícias / Foto:
Arquivo
Aurora – Basta uma volta pelas ruas de Aurora para perceber
a crescente no número de pessoas morando na rua. A Praça do Monsenhor é o ponto
principal onde os andarilhos costumam ficar.
De acordo com a Secretária Municipal de Trabalho e
Desenvolvimento Social, Gardenia Gonçalves, a pasta já se dispôs inúmeras vezes
para ir deixar os andarilhos que não são de Aurora em seus respectivos
municípios, porém além da recusa dos moradores de rua a voltar as suas cidades
de origem, em alguns casos as famílias também não os querem de volta.
“Enquanto secretária da Assistência em Aurora no decorrer
de 2017 e 2018, desde que assumi a pasta entramos em contato com os Creas dos
outros municípios localizamos as famílias dos que não são de Aurora e nos
propusemos a ir deixar nos seus respectivos municípios, porém eles não querem
voltar para suas cidades e para as suas famílias e em alguns casos as famílias
também não os querem mais, por diversos motivos os quais aqui não vou citar”,
comentou.
Gardenia Gonçalves acrescentou que as equipes do CRAS e
CREAS, assistentes sociais, psicólogos e da igreja já buscaram todas
alternativas possíveis para solucionar o problema, contudo sem sucesso.
“Quanto à um trabalho social com eles a equipe CRAS é CREAS
assistentes e psicólogos e algumas igrejas já tentamos de tudo. Já estive com o
promotor buscando soluções para o caso e com o delegado há alguns meses atrás e
segunda novamente estarei me encontrando com o promotor pra tentarmos uma
solução para esses casos”.
Outra dificuldade se dá pela falta de uma unidade do Centro
POP (Centro de Referência e Atendimento à População de Rua) no município, onde
a pessoa em situação de rua recebe atendimento das equipes de psicólogos e
assistentes sociais, além de ter acesso a outras políticas públicas do governo
federal.
O Centro Pop é destinado para jovens, adultos, idosos e
famílias que utilizam as ruas como espaço de moradia. Pode ser acessado de
forma espontânea ou por encaminhamento do Serviço Especializado em Abordagem
Social.
“É uma situação delicada e que pede urgência. Solicitei
ajuda do ministério público e vou me reunir com o promotor. Nosso município é
de porte pequeno não temos centro POP, o qual da assistência a moradores de
ruas nessas circunstâncias. Resta agora ao município junto ao ministério
público tomar medidas compulsória. Peço também apoio das famílias,” frisou.
Segundo a Secretária, provavelmente haverá internações
compulsórias de dependentes de álcool e outras drogas para aqueles que se
recusam a receber tratamento.
“Provavelmente iremos internar alguns em clínicas
especializadas com a ajuda do promotor de forma compulsória já que eles se
recusam. Estamos vendo as possibilidades de convênios em clínicas para
reabilitação,” finalizou.
|