Frequência escolar cresce e proporção de analfabetos cai entre jovens de 15 a 29 anos no Ceará
Mumbai
Ahmedabad
Foto: Assessoria de Comunicação
A taxa bruta de frequência escolar entre jovens de 15 a 29 anos
apresentou crescimento nos últimos 7 anos. Tanto a longo prazo – entre 2012 e
2018 – quanto a curto prazo – entre 2017 e 2018 – os resultados foram positivos
no Ceará, é o que indica o Boletim Trimestral da Juventude (nº 03/2018),
publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece),
da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará, por
intermédio da Diretoria de Estudos Sociais (Disoc),
Os aumentos de 0,3% (2017/2018) e de 4,7% (2012/2018) foram
substancialmente influenciados pelas elevações de 9,1% e 24,7% na taxa de
frequência de jovens de 15 a 17 anos no ensino médio, no curto e longo prazo,
respectivamente. Já a proporção de jovens de 15 a 29 anos analfabetos foi
reduzida em mais da metade (-53,8%) entre 2012/2018, variando -17,4% entre
2017/2018. O estudo também revela que a proporção de jovens entre 18 e 29 anos
com ensino médio completo atingiu aproximadamente 63% em 2018, crescendo 22,4%
em relação a 2012 e 5,5% em comparação a 2017. Na faixa etária de 25 a 29 anos,
a proporção de jovens com ensino superior completo aumentou 53% no longo prazo
(2012/2018), mas ainda representa 13,5% dos jovens nessa faixa etária. O número
médio de anos de estudos para jovens entre 18 e 24 anos passou a ser de 10 anos
em 2018, alcançando um nível histórico. Já a diferença para a média nacional,
que já foi de -0,7% em 2015, passou a ser de -0,3% em 2018. O Boletim
Trimestral da Juventude, que tem como objetivo acompanhar os principais
indicadores de educação e mercado de trabalho para a população cearense, na
faixa etária dos 15 aos 29 anos.
De acordo com o autor do estudo, o analista de Políticas Públicas do
Ipece, Victor Hugo de Oliveira, a proporção de jovens entre 15 e 29 anos fora
da força de trabalho caiu 1,9% entre 2017/2018. Na faixa etária de 25 a 29 anos
essa redução foi de 6,4%, enquanto para jovens entre 18 a 24 anos houve
crescimento de 4,1% no período de um ano. No longo prazo (2012/2018), a
proporção de jovens entre 25 e 29 anos nessa condição caiu 11,5%. A proporção
de jovens entre 15 e 29 anos desocupados caiu 10% no período de um ano (2017/
2018), queda verificada em todas as faixas etárias selecionadas. No longo
prazo, a variação ainda é positiva, pois a taxa de desocupação entre os jovens
não retornou aos níveis pré-crise (ou seja, anteriores a 2015). Já proporção de
jovens entre 15 e 29 anos ocupados informalmente caiu 1,4% entre 2017/2018, mas
ainda atinge 59,3% do total no último trimestre da série.
NEM-NEM
Em 2018, o Ceará – de acordo com o boletim – apresentou um total de
615,3 mil jovens, entre 15 e 29 anos, na condição de Nem Estudam e Nem
Trabalham (nem-nem). Esse número já foi de aproximadamente 700 mil jovens entre
2017. A proporção de jovens (entre 15 e 29 anos) que Nem Estudam e Nem
Trabalham está retornando aos níveis pré-crise. A variação de curto prazo
(entre 2017/2018) foi de -4,1%, saindo de 28,9% para 27% no intervalo de um
ano. No entanto, a variação de longo prazo (entre 2012/2018) ainda é positiva,
3,4%, enquanto que em 2012 a proporção de jovens entre 15 e 29 anos na condição
de Nem-Nem era de 26,8%.
Victor Hugo observa que a redução da proporção de jovens Nem-Nem na
faixa etária de 15 a 17 anos, no período de um ano (entre 2017/2018), foi de
24%, variação que em parte é explicada pela redução da desocupação dos jovens
nessa faixa etária (-28%), no mesmo período, e pelo aumento da frequência
escolar (2,5%). Houve reduções de curto prazo em todos os subgrupos etários,
por gênero, e por raça e também na proporção de jovens Nem-Nem em Fortaleza:
-3,8%, entre 2017/2018. A redução foi ainda maior no interior do Ceará: -6%.
Ele finaliza observando que o estudo fornece aos gestores públicos e sociedade
civil informações sobre o desempenho da juventude quanto à frequência escolar,
conclusão dos ciclos escolares, analfabetismo, média de anos de estudos,
população jovem ativa no mercado de trabalho, desocupação, informalidade e
médias salariais.
Governo do Estado do Ceará
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