Câmara aprova projeto que regulamenta a vaquejada como expressão do patrimônio cultural brasileiro
Mumbai
Ahmedabad
Foto: Tatiana Azeviche
A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira,
9, por 402 votos a favor e 34 contra o Projeto de Lei (PL) que regulamenta a
prática da vaquejada como patrimônio cultural brasileiro. A apreciação
aconteceu após a Casa aprovar requerimento de urgência por 343 votos
favoráveis, 32 contrários e seis abstenções.
O Projeto de Lei (PL) 8240/17, do senador Raimundo Lira
(MDB/PB), altera a Lei nº 13.364, de 29 de novembro de 2016, incluindo o
rodeio, a vaquejada e o laço como “expressões esportivo-culturais pertencentes
ao patrimônio cultural brasileiro”, elevando essas atividades “à condição de
bem de natureza imaterial”.
“A intenção é regulamentar o bem-estar animal nesses
eventos, como a obrigatoriedade de médico veterinário, juiz, tamanho mínimo de
curral para evitar o confinamento”, disse o deputado Efraim Filho (DEM-PB)
durante a sessão. Ele deu parecer favorável a matéria na comissão especial.
Na bancada cearense, o único a votar contra o projeto foi o
deputado Célio Studart (PV-CE). “Quem disser que o animal não sofre que fique
no lugar dele e volte aqui para dar opinião”, disse, em discurso.
Juscelino Filho (DEM-MA) ressaltou que o projeto cita a
regulamentação do bem estar animal, que deve ser feito pelas associações que
promovem os eventos, prevendo punições aqueles que desobedecerem as regras.
Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou a proposta,
classificando-a como “espetaculização do sofrimento” animal. “É estabelecer um
espetáculo e colocar quanto manifestação cultural. O sofrimento, o duelo da
pessoa, do ser humano, contra os animais”, criticou a parlamentar.
Fonte:
O Povo
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