Cai o número de armas de fogo apreendidas no Ceará em oito meses de 2019
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Ahmedabad
A
queda nas apreensões em 2019 foi de 27 por cento em comparação a igual período
de 2018
O número de armas de armas de fogo apreendidas pelas
autoridades da Segurança Pública no Ceará, nos primeiros oito meses deste ano,
mostraram uma queda de 27 por cento em comparação a igual período do ano
passado. Apesar do aumento das operações de combate a crimes como tráfico de
drogas, assassinatos, roubos e ações delituosas de facções criminosas, o volume
de armas retiradas das mãos de bandidos tem caído no estado.
De acordo com as estatísticas da própria Secretaria da
Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), publicadas em seu site, entre
janeiro e agosto deste ano, as polícias Civil e Militar apreenderam em todo o
estado 3.576 armas de fogo. Já em igual período de 2018 esse número foi de
4.913 armas. A queda, portanto, é de 27.2 por cento.
Mesmo com o menor volume de armas apreendidas, as
estatísticas do governo do Ceará revelam uma queda no número de Crimes
Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), os homicídios, latrocínios (roubos
seguidos de morte) e as lesões corporais seguidas de óbito.
De acordo com o que está postado no site da SSPDS, entre
janeiro e agosto deste ano, ocorreram no Ceará 1.488 assassinatos. Em igual
período de 2018, esse número chegou a 3.110, o que representa uma queda da
ordem de 52.1 por cento.
Ações das facções
A guerra travada diariamente nas ruas da Grande Fortaleza
entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE)
tem aumentado o número de mortes violentas em cidades metropolitanas, como
Caucaia, Chorozinho e Guaiúba.
Os assassinatos, porém, caíram em Fortaleza por alguns
fatores tais como: a intensificação do policiamento da PM nas áreas
consideradas mais violentas da cidade, a implantação de Células de Proteção
Comunitária pelo Programa Municipal de Proteção Urbana (PMPU) em bairros até
então violentos, a maior participação da Polícia Civil e da Guarda Municipal de
Fortaleza em operações nas ruas, a prisão dos chefes (lideranças) das facções e
transferência para presídios federais em outros estados, além da migração dos criminosos,
deixando Fortaleza e indo se refugiar nas cidades da zona metropolitana como
Caucaia, Paraipaba, Pacajus, Cascavel, Maranguape, Guaiúba, Itaitinga
Maracanaú, Pacatuba e São Gonçalo do Amarante.
Com informações do jornalista Fernando Ribeiro
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