Com o fim dos atentados, estado calcula "prejuízos" para os cofres públicos com despesas extras na Segurança
Mumbai
Ahmedabad
Veículos
em chamas em Fortaleza, durante o auge dos ataques. ALEX GOMES (AP)
Após o fim da onda de ataques criminosos no Ceará,
registrada em setembro, o governo do estado, através da secretaria da Segurança
Pública e Defesa Social (SSPDS) e de Administração Penitenciária (SAP), faz as
contas dos “prejuízos” causados aos cofres estaduais pelas ações das facções do
crime organizado. Um imenso volume de recursos (ainda ser calculado) será gasto
no pagamento de horas extras aos agentes, além do consumo extra de combustíveis
em viaturas, motocicletas, carros de Bombeiros e helicópteros, alimentação e
outros insumos.
A SSPDS junto com as diretorias financeiras das suas
subordinadas – Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar,
Perícia Forense, Ciopaer e Academia Estadual de Segurança Pública – somam nas
calculadoras a quantidade de dinheiro a ser inserida na folha de pagamento de
outubro como horas-extras de seus agentes.
O maior volume de recursos será da PM e do Corpo de
Bombeiros Militar, através do pagamento da Indenização de Reforço ao Serviço
Operacional (IRSO). E tudo isso terá que ser publicado no Diário Oficial do
Estado do Ceará (DOE).
Caçada continua
E mesmo com o fim dos atentados, a Polícia continua na caça
aos autores dos atentados e atos de vandalismo. A ordem é do secretário da
Segurança Pública, delegado federal André Costa. Desaparecido da mídia por
algum tempo, ele decidiu retornar às atividades de campo após os atentados,
deixando de lado o gabinete e indo às ruas acompanhar as operações policiais.
Na semana passada, Costa esteve presente no desenrolar das
duas etapas da “Operação Contra-Ataque”, que resultou na prisão de dezenas de
suspeitos de envolvimento nos atentados com incêndios a veículos e ataques em
prédios públicos e privados, como delegacias de Polícia e concessionárias de
veículos na Grande Fortaleza.
O trabalho continua por parte da Polícia Civil para prender
mais envolvidos nos atos de terrorismo urbano. Nesta quarta-feira (9), André
Costa mais uma vez deixou a atividade burocrática de lado e foi acompanhar a
operação desencadeada no Conjunto Residencial Novo Barroso, conhecido como
“Babilônia”, na zona Sul da Capital.
Calcular
Esta nova etapa da caça aos criminosos está sendo tocada
por várias unidades da SSPDS e suas unidades operacionais, como a Polícia Civil
através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), pela
Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol), da própria SSPDS; além da
Coordenadoria de Inteligência Policial da Polícia Militar (CIP) e Coordenadoria
de Inteligência (Coin).
A operação montada pelo Gabinete de Crises da SSPDS para
conter os ataques criminosos foi desmobilizada na quarta-feira (2), quando
foram encerradas as suspensões de férias dos agentes da Segurança e iniciados
os cálculos do “prejuízo” aos cofres do estado.
Com informações do jornalista Fernando Ribeiro
Tags:
Ceará
