Seca grave avança no Ceará, aponta Monitor
Mumbai
Ahmedabad
Comparativo
mensal indica avanço da seca (FOTO:
Reprodução/Monitor de Secas)
O mapa mais recente do Monitor de Secas aponta avanço do
nível de seca grave no Ceará. Publicado nesta segunda-feira (16), a ferramenta
indica que, em outubro, a taxa era de 0,02% e passou para 15,49% em novembro.
As áreas mais atingidas estão a leste da macrorregião
Jaguaribana e a oeste do Sertão Central e Inhamuns. Neste nível, os possíveis
impactos são perdas de cultura ou pastagens, escassez e restrição de água
imposta.
De acordo ainda com monitoramento regular e periódico da
situação da estiagem, o Ceará apresentava, no último mês, 91,85% do seu
território com algum nível de seca, segundo a classificação do Monitor.
Além da expansão da área com seca grave, houve aumento das
secas moderada e fraca. Atualmente, os percentuais são de 53,62% e 22,74%,
respectivamente.
Comparativo
Em relação ao mesmo período de 2018, a atual situação do
Estado é melhor. Naquela ocasião, o Ceará não apresentava área de seu
território livre de seca relativa. Além disso, apresentava 20,68% considerada
com seca extrema.
Apesar de não ser a única variável usada para classificar a
presença ou não da estiagem, a redução da chuva nesta época do ano acaba
contribuindo para o avanço dela. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia
e Recursos Hídricos (Funceme), em outubro, a média pluviométrica é de apenas
3,9 milímetros e, neste ano, o acumulado foi de 1,3 mm.
Reserva
hídrica
Outro indicativo para a situação crítica do Estado em
relação à seca é o atual nível dos açudes. Conforme a Companhia de Gestão dos
Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 reservatórios monitorados pelo órgão, 89
estão com volume abaixo dos 30%. O Castanhão, por exemplo, está com apenas
3,02% de sua capacidade total.
Funceme
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