Tragédia com ônibus em Barro completa 20 anos
Foto: Jarbas Oliveira/Diário do Nordeste
No dia 21 de fevereiro de 2004, completam-se
exatamente 20 anos de uma tragédia que marcou profundamente o Ceará. Às
vésperas do Carnaval, um ônibus da empresa Itapemirim, com 42 passageiros a
bordo, incluindo 2 crianças, 11 mulheres, 29 homens (um estrangeiro entre
eles), partiu do Terminal Rodoviário João Thomé, em Fortaleza, com destino a
Salvador/BA para aproveitar as festividades carnavalescas. No quilômetro 456 da
BR-116, nas proximidades do Açude Cipó, o motorista perdeu o controle do
veículo e o ônibus caiu no açude, resultando na trágica morte por afogamento de
todos os ocupantes.
Na época, as chuvas fizeram com que o Açude Cipó
atingisse uma profundidade de 9 metros, dificultando a saída dos passageiros. A
vedação das janelas devido ao ar-condicionado foi apontada como um fator que
contribuiu para a magnitude da tragédia.
Considerado um dos eventos mais tristes da história
recente do Ceará, o acidente em Barro deixou uma marca indelével nas famílias
das vítimas e na comunidade local. Em novembro de 2017, a Viação Itapemirim foi
condenada pela 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Ceará a
pagar R$ 100 mil de reparação moral ao filho de uma das vítimas, além de R$
43.392,00 por danos materiais. O Juízo da 29ª Vara Cível de Fortaleza também
determinou o pagamento de R$ 150 mil por danos morais e mais R$ 43.392,00 de
reparação material.
Após o acidente, a empresa ofereceu à família de
uma criança de oito anos, que ficou sabendo da tragédia pela televisão, um
valor de R$ 30 mil pelos danos sofridos, incluindo R$ 12 mil de reparação
moral, oferta que foi recusada. A Itapemirim contestou as acusações alegando
que as más condições da via contribuíram para o acidente e que já havia
solicitado providências ao poder público responsável pela preservação da
estrada.
