Ação contra Lula tem “outras provas” e fica em Curitiba, diz Moro
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Reprodução |
Em despacho expedido hoje (26), o juiz Sérgio Moro,
da 13ª Vara Federal de Curitiba, disse que a ação penal em que o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber vantagens indevidas por meio da
reforma de um sítio em Atibaia (SP) tem mais provas, além das delações de
executivos da Odebrecht. O caso permanece, por ora, em Curitiba, decidiu o
magistrado.
“Oportuno lembrar que a presente investigação penal
iniciou-se muito antes da disponibilização a este Juízo dos termos de depoimentos
dos executivos da Odebrecht em acordos de colaboração, que ela tem por base
outras provas além dos referidos depoimentos”, escreveu Moro no despacho, com o
qual negou pedido da defesa para que o caso fosse remetido à Justiça Federal em
São Paulo ou em Brasília.
O pedido da defesa foi feito após a Segunda Turma
do Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado, na última terça-feira (24),
o envio de acusações feitas por executivos da Odebrecht contra Lula, que
estavan sob responsabilidade de Moro, para a Justiça Federal em São Paulo, onde
os supostos crimes teriam ocorrido.
Em decorrência da decisão, os advogados de Lula
entraram com uma petição para que não só as delações como também todo o
processo fosse remetido à Justiça em SP ou em Brasília, onde Lula exerceu a
Presidência da República à época dos fatos. Isso porque o ex-presidente não
poderia ser julgado em duas jurisdições pelo mesmo caso, que não teria relação
com desvios na Petrobras, afastando-se assim a competência de Moro, alegou a
defesa.
No mesmo dia, o Ministério Público Federal (MPF)
manifestou-se no processo, afirmando que a decisão do STF tem caráter
“superficial”, não afetando a competência de Moro para julgar tanto o caso do
sitio em Atibaia como um outro, no qual o ex-presidente é acusado de receber
propina por meio da compra de uma nova sede para o Instituto Lula.
Para Moro, há “precipitação” de ambas as partes,
pois a decisão do STF sequer foi publicada. “É certo que a decisão deverá ser
considerada para a avaliação da competência deste Juízo para a presente ação
penal, mas isso não é algo automático”, afirmou o juiz. Ele acrescentou que a
questão da competência, de fato, pode ter sido afetada, mas será julgada no
momento adequado em outro tipo de processo, já aberto pela defesa, chamado
exceção de competência.
As ações sobre o sitio em Atibaia e a sede do
Instituto Lula, em São Paulo, tramitam em separado da ação sobre o triplex no
Guarujá (SP), em decorrência da qual Lula foi preso no último dia 7.
Fonte: Isto É
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