10 acusados de integrar esquema criminoso para burlar a Justiça cearense são soltos
Mumbai
Ahmedabad
Somente quatro pessoas alvos da investigação
seguem presas, sendo que duas já se encontravam em poder da Justiça quando a
operação foi deflagrada — Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário
Menos de duas semanas
depois de as autoridades deflagarem a Operação Rábula, com intuito de combater
uma organização criminosa acusada de burlar o judiciário cearense para
favorecer membros de facções criminosas, a maior parte dos presos já estão em
liberdade. Dos 12 detidos durante a força-tarefa, apenas dois permanecem em
cárcere.
A Operação cumpriu, no dia
2 de agosto, 15 mandados de prisão, sendo 8 deles contra advogados. Três funcionários
do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e um policial militar também são
suspeitos de participar do grupo criminoso. Segundo o Ministério Público do
Ceará, a quadrilha viabilizava a distribuição de processos para juízes
previamente escolhidos; garantia a transferência de presos para unidades
prisionais específicas; antecipava audiências de custódia; elaborava cartas de
oferta de emprego e certidões negativas falsas; e influenciava em decisões
judiciais.
Dez alvos da operação
foram soltos após decisões da Justiça, dentre eles, advogados suspeitos de
participar do esquema. Estão soltos os advogados Fabíola Joca Nolêto, Socorro
Maia Landim, Erlon Sílvio Moura de Oliveira, Ilonius Máximo Ferreira Saraiva,
Hélio Bernardino e Samya Brilhante Lima. Esta última é suspeita de usar vagas
fictícias de emprego em creche para tentar libertar clientes.
Também estão em liberdade
Juliane da Costa Negreiros da Silva, Antônio Elton de Oliveira Lima, Francisco
Santorélio da Costa Pontes e Luciano Firmino Bernardo Junior.
Dos 15 mandados de prisão
expedidos, dois foram contra pessoas que já estavam presas e um não chegou a
ser cumprido porque a acusada permanece foragida.
Continuam no cárcere Cil
Farney Soares dos Santos, Phablo Henrik Pinheiro do Carmo, Rafael Luiz Cruz da
Silva e Rogério Said. A única suspeita que se encontra foragida é a advogada
Suellen Brilhante Lima. Segundo o TJCE, não há notícias nos autos acerca do
cumprimento do mandado de prisão expedido contra ela.
A investigação apontou que
Cil Farney foi precursor do esquema criminoso. Na posição de auxiliar de
advogado, Farney assumiu um papel de liderança na organização criminosa com a
responsabilidade de cooptar novos clientes, repassar para os advogados e
negociar o pagamento. Os autos mostram que o auxiliar se autoproclamava como
"Doutor Resolve".
Os investigados são
acusados de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, concussão,
tráfico de influência, exploração de prestígio e estelionato, conforme a
participação individual. Por o processo tramitar em segredo de Justiça, o
Tribunal informou que não poderia repassar mais informações sobre o andamento
do caso.
Fonte: G1 CE
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